Indústria intensifica busca por eficiência energética diante do aumento dos custos operacionais
Udo Sprengel
A eficiência energética industrial ganha peso nas decisões operacionais de empresas brasileiras em meio ao avanço do consumo de eletricidade e à pressão sobre custos de produção. O tema envolve áreas financeiras, industriais e de manutenção, especialmente em operações que dependem de utilidades contínuas para manter linhas produtivas, sistemas pneumáticos e equipamentos de processo em funcionamento.
O Relatório Síntese do Balanço Energético Nacional 2026, publicado pela Empresa de Pesquisa Energética, aponta que o consumo final de eletricidade no país cresceu 2,7% em 2025. O setor industrial esteve entre os que mais contribuíram para esse avanço, com acréscimo de 7,5 TWh, equivalente a alta de 3,2% em relação ao ano anterior.
A discussão também aparece na pauta de competitividade. A Confederação Nacional da Indústria afirma que o custo da energia é o ponto da infraestrutura que mais impacta a indústria. Já o Ministério de Minas e Energia informou que, em 2025, reforçou ações voltadas à eficiência energética, qualidade das estatísticas energéticas e planejamento do setor.
Entre as utilidades industriais analisadas nesse contexto está o ar comprimido. Documento técnico do Departamento de Energia dos Estados Unidos indica que, em uma instalação industrial típica, cerca de 10% da eletricidade consumida pode estar relacionada à geração de ar comprimido, percentual que pode chegar a 30% ou mais em algumas plantas. A Agência Internacional de Energia também aponta que ações como adequação de carga de compressores podem reduzir o consumo energético em sistemas de ar comprimido em mais de um terço.
Segundo Udo Sprengel, especialista técnico da UDOMAK, a leitura do consumo de ar comprimido exige medição e análise do comportamento real da operação.
“O desperdício pode estar em vazamentos, pressões acima da necessidade, ciclos de carga e alívio mal ajustados ou equipamentos trabalhando fora do perfil de demanda. Sem medição, parte desse custo permanece invisível na rotina industrial”
No setor, ferramentas de análise de demanda de ar comprimido, como a ADA, são utilizadas para registrar variações de consumo, horários de pico, oscilações de pressão e padrões de operação. A partir desses dados, técnicos conseguem avaliar se a geração de ar está compatível com a demanda produtiva ou se há indícios de perdas associadas a dimensionamento, vazamentos, operação intermitente ou uso inadequado da rede.
A tendência é que a gestão de utilidades industriais passe a integrar de forma mais direta as decisões sobre custos, manutenção e produtividade. Em sistemas de ar comprimido, a medição técnica permite que a discussão deixe de se limitar ao equipamento e passe a considerar demanda, tratamento do ar, distribuição, perdas, manutenção e impacto energético no processo produtivo.
Sobre a UDOMAK: A UDOMAK é uma empresa de soluções industriais com atuação em sistemas de ar comprimido, tanto na geração como tratamento do ar comprimido, vácuo industrial e filtros polidores de CO₂ para a indústria de bebidas. A empresa atua com venda, assistência técnica, manutenção, locação e projetos relacionados a equipamentos industriais.
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