Paradas não programadas continuam entre os principais desafios da produtividade industrial

As paradas não programadas continuam no centro das discussões sobre produtividade industrial, especialmente em operações que dependem de disponibilidade contínua de máquinas, utilidades e sistemas auxiliares. Em um cenário de custos pressionados e maior atenção à eficiência operacional, a manutenção preventiva e a manutenção preditiva ganham espaço nas decisões de gestores industriais e equipes técnicas.

Dados da Confederação Nacional da Indústria apontam que o faturamento da indústria de transformação ficou praticamente estável em 2025, com variação de 0,1% em relação a 2024. A entidade também informou que os resultados do segundo semestre evidenciaram queda da atividade industrial, com recuos em indicadores como horas trabalhadas na produção e utilização da capacidade instalada.

O tema tem dimensão internacional. Segundo análise publicada pelo Inside Supply Management, com base no relatório True Cost of Downtime 2024, da Siemens, o downtime não programado representou 11% das receitas anuais das 500 maiores empresas industriais do mundo, somando US$ 1,4 trilhão. O dado reforça a relevância da disponibilidade operacional para setores com produção contínua, cadeias integradas e prazos de entrega sensíveis.

Levantamento do National Institute of Standards and Technology, dos Estados Unidos, também relaciona estratégias de manutenção à performance industrial. O instituto aponta que os estabelecimentos mais dependentes de manutenção reativa registraram 3,3 vezes mais downtime do que os menos dependentes desse modelo. O estudo também associa maior uso de manutenção preventiva e preditiva a menor tempo de parada, menor índice de defeitos e menor incerteza no prazo de produção.

Em sistemas de ar comprimido industrial, a interrupção raramente se limita ao compressor. A instabilidade pode afetar linhas pneumáticas, instrumentos, válvulas, secadores, filtros e equipamentos que dependem de pressão, vazão e qualidade do ar para operar dentro do padrão esperado. Por isso, a análise técnica costuma considerar o conjunto do sistema, e não apenas o equipamento principal.

Segundo Udo Sprengel, especialista técnico da UDOMAK, sinais anteriores à falha costumam aparecer antes da parada efetiva. “A quebra geralmente é a última etapa de um processo que começou antes. Variações de pressão, aumento de temperatura, ruídos fora do padrão, vazamentos, saturação de filtros ou mudança no consumo energético podem indicar que o sistema já está trabalhando fora da condição adequada”, afirma.

A Deloitte aponta que infraestruturas existentes vêm sendo pressionadas a entregar mais valor em meio a restrições de orçamento, custos de capital e desafios de cadeia de suprimentos. Nesse contexto, a gestão de ativos físicos passa a envolver coleta de dados, acompanhamento de condição, histórico de falhas e planejamento de intervenções antes que problemas evoluam para interrupções produtivas.

A tendência é que a manutenção industrial deixe de ser tratada apenas como despesa operacional e passe a integrar a gestão de risco, produtividade e previsibilidade. Em sistemas de ar comprimido, essa abordagem envolve inspeção técnica, registros de manutenção, análise de demanda, monitoramento de parâmetros e avaliação periódica dos componentes que sustentam a disponibilidade da operação.

Sobre a UDOMAK: A UDOMAK é uma empresa de soluções industriais com atuação em sistemas de ar comprimido, tanto na geração como tratamento do ar comprimido, vácuo industrial e filtros polidores de CO₂ para a indústria de bebidas.

A empresa atua com venda, assistência técnica, manutenção, locação e projetos relacionados a equipamentos industriais.

Informações adicionais: udomak.com.br. Contato para imprensa: sac@udomak.com.br.

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